quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O fim da brincadeira

Assim como prometeu pra ele e principalmente pra ela mesma, seguiu a vida, mas agora diferente das outras vezes, sem buscar por todos os lados encontrar a peça que lhe faltava, resolveu que iria ‘apenas’ viver e aproveitar as chances que lhe fossem apresentadas, sem maiores expectativas.
Ele? Já não importava saber como ele estava, era a vez de pensar nela, na sua felicidade e em mais ninguém.
Voltou a se aproximar das amigas que tinham sido deixadas de lado quando resolveu dedicar todo seu tempo àquele que não merecia, reencontrou pessoas que não via, voltou a fazer coisas que ela gostava, voltou a pensar nela, voltou a cuidar de si e não só da aparência, mas da alma também.
Estava em paz consigo, após certo tempo teve mais certeza ainda de que tinha tomado a atitude certa e de que estava no caminho certo.
No começo pensou que seria difícil, que jamais poderia esquecer aquele que parecia ter sido feito pra estar ao seu lado pra todo o sempre, mas caiu em si e percebeu que jamais haveria um sempre enquanto se anulasse por alguém, enquanto não pensasse em si, afinal não há um nós, se não valoriza-se o “eu”.
Em algum momento dessa nova vida encontrou um certo alguém, mas como combinado não se iludiu, nem criou grandes expectativas, apenas aproveitou os momentos juntos e diferente das outras tantas vezes pode notar que sem tantas cobranças e promessas de amor eterno conseguia aproveitar mais, aprender mais sobre o outro, não para fazer tudo do seu gosto, mas para entender onde eles se encaixavam e o porque disso.
Conseguiu também se fazer clara e mostrar o que gostava, o que não gostava e porque, aprendeu que não precisava dele 24 horas por dia, que mesmo que se vissem por apenas algumas horas esses momentos podiam ser tão ou até melhores do que ficar juntos por um dia todo.
Havia tempo para ele, mas havia tempo também para as amigas, para os sonhos, para a família e principalmente havia tempo para ela.
Até que se deu conta, aquele quebra cabeça que existia não estava mais incompleto, há muito tempo tinha sido completado, e quer saber foi tudo tão natural, tão ao seu tempo que já não era importante quais as peças ali existiam e porque estavam lá nem há quanto tempo, o que importava era que seu coração estava completo e ela estava em paz consigo mesmo afinal tinha terminado a brincadeira, tudo agora era real.



4 comentários:

  1. A palavra de hoje é 'inspiração'!
    Ô menina inspirada essa Thais!
    Traduz essa inspiração em textos tão bons!
    Merece hoje e sempre muitos parabéns!
    Texto ótimo!

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  2. Muito legal e vale a qulidade da presença e não quantidade,né?beijos,chica

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  4. Heitcha que texto bão...

    Tudo tem seu tempo.
    agente aprende...

    beijo querida

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Obrigada pelos minutos dedicados aos meus devaneios e principalmente por comentar.
Volte sempre
;*

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